26.7.17

José Luis Hidalgo (Só tu e eu sabemos)





Sólo tú y yo sabemos la verdad de este mundo
 que día a día robamos a la muerte,
 que erigimos de nada tan solo con palabras
 humo  
 ceniza de un beso olvidado en tu frente.  
 Sólo tú y yo sabemos  
 fábulas como flautas  
 silencios como hormigas más o menos sonoras  
 y eso que se edifica lentamente en tus ojos  
 detrás de la vitrina o cristal de una lágrima  
 ese beso o latido  
 esa sonrisa o llama  
 de tener a la vida en la flor de los labios.


José Luis Hidalgo




Só tu e eu sabemos a verdade deste mundo
que roubamos à morte dia a dia,
que erguemos do nada só com palavras
fumo
cinza de um beijo esquecido na tua fronte.
Só tu e eu sabemos
fábulas como flautas
silêncios como formigas mais ou menos sonoras
e isso que se edifica lentamente em teus olhos
por trás da vitrina ou cristal de uma lágrima
esse beijo ou pulsar
esse sorriso ou chama
de ter a vida à flor dos lábios.


(Trad. A.M.)

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